Terapias… complementares ou alternativas?
Nas últimas semanas fui questionado quanto à correta nomenclatura para as terapias… se complementares ou alternativas. Numa primeira análise, essa diferenciação é pouco relevante… o que importa é, sobretudo, o resultado. Contudo, o assunto (Terapias… complementares ou alternativas) merece alguma reflexão. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as terapias complementares e alternativas (TCA) fazem parte das medicinas não convencionais, na medida em que, estas “abrangem todas as terapias que não são utilizadas pela medicina convencional”.
Ainda, segundo a OMS, estas terapias podem ser um excelente aliado no trabalho conjunto com a medicina convencional. Por um lado, devido ao estilo frenético atual, ao stress diário e às constantes preocupações, cada vez mais, há uma procura de cuidados holísticos centrados, principalmente, na prevenção. Por outro lado, as pessoas recorrem às medicinas alternativas quando a medicina tradicional já não lhes dá uma resposta eficaz.
Portanto, por muita importância que se dê ao tema, se a terapia deve ser “rotulada” enquanto complementar ou alternativa, o que importa mesmo é entender a sua eficiência no reequilíbrio energético do corpo físico. Da mesma forma, observar o seu auxílio no fortalecimento do bem-estar; físico, mental e emocional, de quem das terapias usufrui.
Relativamente à distinção entre terapias complementares e alternativas, esta é simples. Como o próprio nome indica, as terapias complementares são utilizadas como auxiliares aos tratamentos convencionais. Numa outra perspetiva, as terapias alternativas são promovidas para serem utilizadas em substituição à medicina convencional.
Em Portugal, após o reconhecimento legal destas práticas, há centros de saúde e hospitais do SNS que recorrem às terapias complementares, sobretudo no tratamento da dor. Em contextos tão distintos como; tratamento de enxaquecas, suavização das dores do parto, tratamento da artrite crónica e outras doenças reumatológicas, diminuição dos efeitos secundários da quimioterapia em doentes oncológicos, em doentes com fadiga crónica e fibromialgia.
Assim, arriscaria que a grande diferenciação está na forma de comunicação/atuação e no propósito de quem procura a ajuda.
